Nutrição Enteral (Dieta Enteral): O que é, Tipos, e Nutrição enteral e parenteral
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Nutrição Enteral e Parenteral: Conheça as diferenças entre nutrição Enteral e Parenteral
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Nutrição Parenteral (Dieta Parenteral) O que é, Como é feita e riscos

por Isabela Ramirez on abril 13, 2020

O que é nutrição parenteral?

 

A dieta parenteral, também chamada de alimentação intravenosa, é um método de obter nutrição através das veias. Dependendo de qual veia é usada, esse procedimento pode ser chamado de nutrição parenteral periférica ou nutrição parenteral total.

 

Esse tipo de alimentação é essencial para pessoas que não podem ou não devem, por qualquer motivo, obter seus nutrientes através de comida. É um tipo de alimentação comumente usado em pessoas com:

 

  • Doença de Crohn
  • Câncer
  • Síndrome do intestino curto
  • Isquemia mesentérica

 

Pode ser também uma alternativa boa para pessoas com condições de saúde que afetem o fluxo sanguíneo para o intestino.

 

A nutrição parenteral  fornece nutrientes como açúcar, carboidratos, proteínas, lipídeos, eletrólitos e oligoelementos ao corpo. Esses nutrientes são essenciais para manter o corpo energizado, hidratado e saudável. Devido à natureza do próprio procedimento e as diferenças de um paciente para o outro, alguns só precisam usar a via intravenosa para obter um tipo ou outro de nutrientes, enquanto outros dependem da alimentação parenteral para receber toda as calorias diárias.

 

Quais os efeitos colaterais da nutrição parenteral?

 

Os efeitos colaterais mais comuns da alimentação intravenosa são feridas na boca, visão noturna prejudicada e mudanças na pele. É importante falar com um médico se essas condições persistirem por muito tempo.

 

Outros efeitos menos comuns são:

 

  • mudanças no ritmo cardíaco
  • confusão
  • convulsões
  • dificuldade para respirar
  • desequilíbrio no peso (ganhar ou perder peso muito rapidamente)
  • urinação mais frequente
  • fadiga
  • febre ou arrepios
  • reflexos mais reativos
  • perda de memória
  • contrações musculares involuntárias, fraqueza ou cãibras
  • dor no estômago
  • inchaço das extremidades
  • sede
  • formigamento nas mãos ou nos pés
  • vômito

 

Procure seu médico imediatamente se passar por qualquer um desses efeitos colaterais.

 

Qual a preparação para a nutrição parenteral?

 

Em primeiro lugar, você precisa descobrir, junto do seu médico, suas necessidades nutricionais exatas. Ele prescreverá, então, o líquido alimentar apropriado para as suas necessidades nutricionais. Esse líquido pode ser armazenado em uma geladeira ou freezer, na sua casa mesmo.

 

Cada dose deve ser tirada da geladeira quatro a seis horas antes do uso. Isso deixa que o líquido atinja a temperatura ambiente antes de entrar no seu corpo. Doses congeladas devem ser colocadas na geladeira 24 horas antes, para serem descongeladas lentamente.

 

Como é feita a nutrição parenteral?

 

A nutrição parenteral é administrada através de uma sonda acoplada a uma agulha ou catéter, a partir de uma bolsa que contém todos os nutrientes que você precisa.

 

Na NPT (nutrição parenteral total), seu médico coloca o catéter na veia cava superior, que chega ao seu coração. O médico também pode colocar uma entrada, como uma porta de acesso sem agulha, para facilitar a alimentação intravenosa.

 

Caso as necessidades nutricionais artificiais sejam temporárias, o seu médico pode implementar NPP (nutrição parenteral periférica), que como o nome mesmo diz, usa uma inserção periférica ao invés da veia cava superior.

 

É provável que você volte para casa e lá termine a sua alimentação intravenosa. Geralmente, ela leve de 10 a 12 horas e precisa ser repetida de cinco a sete vezes por semana.

 

Cabe ao seu médico te instruir detalhadamente sobre as particularidades do procedimento. No geral, primeiro você observa se há partículas suspensas ou descoloração em suas bolsas de nutrientes. Em seguida, insere a sonda na bolsa e a conecta ao catéter ou porta intravenosa, conforme indicado pelo seu médico.

 

Você vai ter que deixar a bolsa e a sonda no local durante a maior parte do dia – ou até mesmo o dia todo. Quando terminado o procedimento, pode removê-las.

 

Quais os riscos da nutrição parenteral?

 

O risco mais comum desse tipo de alimentação é a acabar tendo infecção por cateter. Mas há outros riscos menos prováveis, como:

 

  • coágulos sanguíneos
  • doença hepática
  • doença óssea

 

Por isso é imperativo minimizar os riscos mantendo limpos todos os equipamentos usados, incluindo as sondas, portas de acesso, cateteres, etc.

 

O que acontece depois da nutrição parenteral?

 

Muitas pessoas vivenciam melhorias na sua condição de saúde após a nutrição parenteral. Pode ser que você não observe o desaparecimento total dos sintomas, mas seu corpo terá a oportunidade de se curar mais rápido. Você provavelmente se sentirá mais forte e mais energizado, o que pode melhorar sua saúde apesar dos efeitos causados pela sua condição.

 

Um médico ou um nutricionista irá reavaliar as suas necessidades nutricionais após algumas semanas usando nutrição parenteral para decidir se ajustes são necessários à dosagem. Para identificar suas necessidades individuais, você provavelmente será submetido a testes.

 

Como resultado da dieta parenteral, você terá mais saúde e melhores níveis de energia. Esse tratamento pode ser necessário apenas por um breve período de tempo, ou pode ser que tenha que segui-lo pelo resto da sua vida. A situação pode mudar de tempo em tempo, bem como as suas necessidades nutricionais.

 

Isabela Ramirez
NUTRICIONISTA/ Formada pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto em 2011