in ,

8 dietas da moda que funcionam mesmo: Fórmula milagrosa ou risco para a saúde

Dietas da moda para emagrecer

8 dietas da moda que funcionam mesmo

 

As dietas da moda costumam prometer resultados milagrosos: emagrecimento rápido, e vários benefícios à saúde, mesmo sem qualquer evidência científica. Só que na verdade, a maioria acaba sendo desequilibrada nutricionalmente, e ineficaz, a longo prazo.

 

Mas nem toda dieta que fica famosa é ruim! Algumas realmente levam a perda de peso rápida, de acordo com estudos científicos.

 

Além disso, essas dietas podem ser saudáveis, balanceadas e sustentáveis.

 

Aqui estão oito dessas dietas “da moda” que realmente funcionam.

 

 

1. Dieta Atkins

 

 

A dieta Atkins é uma das dietas low carb mais famosas. Ela foi criada pelo cardiologista Robert Atkins, nos anos 70, e promete emagrecimento rápido, sem sentir fome.

 

Ela é composta por quatro estágios, incluindo uma fase inicial de duas semanas na qual os carboidratos estão limitados a 20 gramas por dia, enquanto os outros alimentos estão liberados, e você pode comer o quanto quiser deles.

 

Nessa primeira fase (Indução), seu corpo começa a converter gordura em cetonas, e passa a usá-las como fonte principal de energia.

 

Depois disso, a dieta permite que seus seguidores gradualmente adicionem mais carboidratos à dieta, de 5 em 5 gramas, até chegar nos níveis ideais (que mudam de pessoa pra pessoa) para a manutenção do peso.

 

Em um estudo, 311 mulheres acima do peso seguiram a dieta Atkins, e outros três tipos de dieta, por um ano. O grupo que seguiu a Atkins foi o que mais perdeu peso!

 

Outros estudos controlados demonstraram resultados similares, considerando a dieta atkins uma das melhores (entre as low carb) tanto para a perda de peso quanto outros benefícios, como redução do risco de doença cardíaca.

 

 

2. Dieta South Beach

 

 

O criador desta dieta também é um cardiologista, que tentava melhorar a qualidade de vida de seus pacientes sem deixá-los passar fome.

 

Dr. Arthur Agatston gostou de alguns aspectos da dieta Atkins, mas se preocupou com a quantidade limitada de gordura saturada, capaz de aumentar os riscos de doença cardíaca.

 

Por isso, nos anos 90, ele acabou criando uma nova dieta low carb, dessa vez restringindo também a gordura (low fat) e contando basicamente com o consumo prioritário de proteínas. A dieta foi chamada de South Beach, pois o médico atuava nessa área da Flórida.

 

Apesar do primeiro estádio da South Beach limitar os carboidratos e gordura, ela passa a ser menos restritiva nas fases seguintes, liberando alguns alimentos ricos em proteína em pouca quantidade, desde que o consumo de proteína continue superior.

 

A dieta estimula o consumo alto de proteínas, porque elas ajudam a queimar mais calorias durante a digestão, se comparadas com os carboidratos e gordura.

 

Sem falar que proteínas estimulam a produção de hormônios supressores da fome, e por isso te deixam mais satisfeito após as refeições.

 

Uma análise de 24 estudos descobriu que dietas com pouca gordura e muita proteína tendem a levar ao emagrecimento, queima de gordura e redução de triglicerídeos no sangue. Além disso, essas dietas ajudam na retenção de massa muscular, muito mais do que uma dieta padrão.

 

O que não faltam são testemunhos sobre a eficácia dessa dieta. Mas para quem prefere as evidências científicas, um estudo de 12 semanas olhou especificamente para a atuação da dieta de South Beach. Nele, adultos pré-diabéticos perderem 5.2 kg em média, percebendo uma diminuição de 5.1 da medida da cintura.

 

Além disso, seus níveis de insulina diminuíram, e mais quantidades do hormônios da saciedade foram produzidas.

 

Apesar dessa dieta ser nutritiva, no geral, ela requer uma restrição rígida das gorduras saturadas, substituindo-as por óleos vegetais processados, ou óleos de semente, que tendem a causar mais problemas cardíacos.

 

3. Dieta Vegana

 

O veganismo está super na moda, especialmente entre as pessoas tentando emagrecer.

 

Muitas pessoas criticam essa dieta, dizendo que não há como seguir uma alimentação balanceada nela, porque ela exclui todos os produtos animais. Por outro lado, os seguidores desse estilo de vida são muito elogiados pela sua escolha ética e saudável.

 

É importante entender que uma dieta vegana pode ser saudável ou não saudável, dependendo do tipo de comida que você escolhe para compor seu cardápio. Você provavelmente não vai emagrecer, mesmo seguindo uma dieta vegana, se comer apenas besteiras processadas e refrigerantes.

 

Estudos mostram que dietas veganas fundadas em alimentos integrais levam a perda de peso, e podem reduzir vários fatores de risco de doença cardíaca.

 

Por exemplo, um estudo controlado de seis meses com 63 adultos acima do peso comparou os resultados de várias dietas. O grupo vegano perdeu mais do que o dobro do peso que os demais grupos.

 

Estudos ainda mais profundos refletiram essas descobertas, mostrando que dietas veganas são capazes de trazer resultados incríveis.

 

Em um pesquisa de dois anos com 64 mulheres acima do peso, o grupo que seguiu uma dieta vegana perdeu quase quatro vezes mais peso do que o grupo seguidor de uma dieta de restrição de gorduras.

 

 

4. Dieta cetogênica

 

 

Apesar da dieta cetogênica ser considerada uma “modinha”, não tem como negar sua eficácia.

 

Ela causa a diminuição dos níveis de insulina no sangue, e faz seu corpo trocar a sua fonte principal de energia, passando a usar as cetonas. Esses compostos são feitos de ácidos graxos, e são capazes de alimentar seu cérebro e outros órgãos.

 

Quando seu corpo não tem mais carboidratos para queimar, ele passa a usar as cetonas, em um processo chamado cetose.

 

Por isso, ao contrário das outras dietas low carb, na dieta cetogênica você não gradualmente aumenta a quantidade de carboidratos – você quer continuar no estado de cetose. Para isso, precisa manter a ingestão de carboidratos bem baixa.

 

A dieta cetogênica exige que você respeite um limite de 50 gramas diários de carboidrato – talvez até menos, lá para os 30.

 

Uma análise de 13 estudos descobriu que dietas cetogênicas não só aumentam a perda do peso, como reduzem marcadores de inflamação e fatores de risco de doenças relacionados ao sobrepeso, ou obesidade.

 

Em um estudo controlado de 2 anos com 45 adultos obesos,os seguidores da dieta cetogênica perderam 12,5 kg, em média. É muito mais do que o grupo que seguiu uma dieta pobre em gordura, muito embora ambos os grupos tenham restringido calorias.

 

Resumindo, mesmo quando você não intencionalmente restringe as calorias, uma dieta cetogênica tende a levar a um consumo menor delas. Uma análise recente de vários estudos sugere que isso aconteceu porque as cetonas reprimem o apetite.

 

 

5. Dieta Paleo

 

 

A dieta paleo, abreviação de dieta paleolítica, é baseada nas dietas que os nossos antepassados comiam, há milhares de anos.

 

A paleo é considerada uma dieta da moda, porque restringe muitos alimentos, incluindo laticínios, legumes e grãos. Além disso, os críticos mostram que não é prático nem possível comer os mesmos alimentos que nossos ancestrais pré-históricos.

 

No entanto, a dieta paleo é uma maneira equilibrada e saudável de comer, que elimina os alimentos processados ​​e incentiva seus seguidores a ingerir uma grande variedade de alimentos vegetais e animais.

 

Além disso, estudos sugerem que a dieta paleo também pode ajudar a perder peso e ter uma vida mais saudável.

 

Em um estudo, 70 mulheres obesas de idade mais avançada seguiram uma dieta paleo ou uma dieta padrão. Após seis meses, o grupo paleo havia perdido muito mais peso e gordura abdominal do que o outro grupo, ao mesmo tempo em que tiveram uma redução maior nos níveis de triglicerídeos no sangue.

 

Além disso, essa maneira de comer pode promover a perda de gordura visceral, o tipo de gordura mais perigosa, aquela encontrada no abdômen e no fígado, e que promove a resistência à insulina e aumenta o risco de doenças.

 

Em um estudo de cinco semanas, 10 mulheres obesas de idade fizeram dieta paleo e perderam 4,5 kg, tendo uma redução de 49% na gordura hepática, em média. Além disso, essas mulheres apresentaram reduções na pressão sanguínea, insulina, açúcar no sangue e colesterol.

 

 

6. A dieta da Zona

 

 

A dieta da Zona foi criada em meados dos anos 90 pelo dr. Barry Sears, um bioquímico norte-americano.

 

Ela foi classificada como uma dieta da moda devido à sua premissa de que uma proporção rígida de proteínas, gorduras e carboidratos é necessária para a perda de peso.

 

Este plano alimentar fala que sua ingestão calórica deve ser composta por 30% de proteína magra, 30% de gordura saudável e 40% de carboidratos ricos em fibras. Além disso, esses alimentos devem ser consumidos conforme um número predeterminado de “blocos”, tanto nas refeições quanto nos lanches.

 

Um dos benefícios associados à dieta da Zona é a redução da inflamação, o que permite que você perca peso mais facilmente.

 

Estudos realizados até o momento sugerem que a dieta da Zona pode ser eficaz para perder peso e reduzir o açúcar no sangue, bem como melhorar a resistência à insulina e controlar o processo inflamatório.

 

Em um estudo controlado de seis semanas com adultos acima do peso, aqueles que consumiram a dieta da Zona perderam mais peso e gordura corporal do que o grupo que seguiu uma dieta de pouca gordura padrão. Eles também relataram redução de 44% na fadiga, em média.

 

Em outro estudo, 33 pessoas seguiram foram separadas em grupos, seguindo quatro dietas diferentes. A dieta da Zona ajudou os participantes a perder mais gordura e aumentar o consumo de ômega-3.

 

 

7. A dieta Dukan

 

 

Só de olhar as primeiras fases da dieta Dukan, é fácil entender porque ela é geralmente classificada como uma dieta da moda.

 

Desenvolvida pelo médico francês Pierre Dukan na década de 70, a dieta Dukan tem quatro etapas. Começa com a fase de ataque, que consiste em praticamente só proteínas magras, em quantidades ilimitadas.

 

A justificativa para essa ingestão muito alta de proteínas é que ela levará a uma rápida perda de peso, por aumentar o metabolismo e diminuir o apetite.

 

Outros alimentos são adicionados a cada estágio, até chegar na fase de estabilização, na qual nenhum alimento é exatamente proibido, mas alimentos e vegetais ricos em proteínas são incentivados. Essa fase final também exige que, pelo menos uma vez por semana, você coma apenas os alimentos da fase de ataque.

 

Apesar de parecer muito extrema, essa dieta tende a causar perda de peso.

 

Pesquisadores poloneses avaliaram os resultados de 51 mulheres que seguiram a dieta Dukan por 8 a 10 semanas. As mulheres perderam uma média de 15 kg, consumindo cerca de 1.000 calorias e 100 gramas de proteína por dia.

 

Embora não haja muita pesquisa especificamente sobre a dieta Dukan, estudos indicam que dietas ricas em proteínas semelhantes podem ser eficazes para perda de peso.

De fato, uma análise de 13 estudos controlados descobriu que dietas ricas em proteínas e com baixo teor de carboidratos são mais eficazes do que dietas com baixo teor de gordura no emagrecimento e na redução dos fatores de risco para doenças cardíacas.

 

 

8. A dieta 5:2

 

 

A dieta 5:2, também chamada de dieta rápida, é um tipo de jejum intermitente conhecido como jejum de dias alternados.

 

Nesta dieta, você come normalmente por cinco dias e restringe sua ingestão de calorias de 500 a 600 calorias por dois dias na semana, resultando em um déficit calórico geral que leva à perda de peso.

 

A dieta 5:2 é considerada uma forma de jejum em dias alternados. Alguns tipos de jejum alternado envolvem um período de total abstenção de comer – ao invés de redução calórica.

 

A dieta 5:2 é considerada como “modinha”, por causa da restrição extrema de calorias nos dias de jejum.

 

No entanto, há evidências que apóiam os benefícios de saúde do jejum de dias alternados, e parece ser uma opção legítima para emagrecer.

 

Ao contrário do que se imagina, pesquisas indicam que o jejum em dias alternados não causa exagero nas calorias consumidas nos dias posteriores. Isso pode ser devido à liberação de um hormônio que faz você se sentir cheio e ajuda a comer menos.

 

É importante ressaltar que não há evidências para acreditar que o jejum em dias alternados cause maior perda de peso do que as dietas comuns, com a mesma quantidade de calorias.

 

Por outro lado, vários estudos descobriram que ambas as abordagens podem ser eficazes para perder peso e gordura abdominal.

 

Além do mais, embora não seja possível impedir a perda de músculo durante o emagrecimento, o jejum de dias alternados parece ser melhor para manter a massa muscular quando comparado às formas convencionais de restrição calórica.

 

Conclusão

 

Dietas da moda sempre serão populares, e novos regimes pipocarão por aí, conforme o interesse e desejo das pessoas de emagrecer cresce.

 

Apesar de muitas dessas dietas de “modinha” serem desequilibradas e não atingirem suas promessas, algumas o fazem!

 

Entretanto, não basta que uma dieta cumpra o que prometeu, e cause a perda de peso, para que seja sustentável e saudável.

 

É importante encontrar um equilíbrio para manter seu peso – achar uma maneira saudável de comer, que você consiga manter por toda a vida.

Written by hello

Como aumentar a testosterona: 8 meios naturais comprovados

Dieta detox de 3 dias: Guia e Cardápio completo de 3 dias